Atendimento no JESP – Relações de Consumo
Quando chega ao JESP, o consumidor na maioria das vezes já tendo sido derrotado na tentativa de conciliação no Procon, está desinformado e à procura por uma saída para seu problema.
Atendentes que ouvem as reclamações
deste consumidor exercem uma tarefa de extrema importância, pois naquele instante ele (autor) necessita não apenas de informações precisas, mas também (não menos importante) claras e compreensíveis. Ele precisa de “amparo”. Não foi o que eu vi no JESP Relações de Consumo – unidade de Telefonia (Av Álvares Cabral – BH-MG) ontem. Naquele instante atendentes passavam de forma pouco atenciosa, informações pouco claras. Não apresentavam “criatividade” para a soluções, mas mostraram-se presos a um “ritual”, reabastecendo a péssima imagem do funcionalismo público. Isto pode estar reduzindo a rapidez ou a eficiência na resolução de um processo, e o mais grave, não espelha a dedicação dos Juristas e o objetivo dos orgãos de proteção ao consumidor.Testemunhei um consumidor que quase desistiu da sua reclamação, pois pediram a ele que “descobrisse” o endereço do réu (que deveria estar impresso na fatura), e na minha opinião o JESP tem ferramentas para descobrí-lo de forma mais rápida. Se o JESP não pode fazer isto, imagine o consumidor cidadão comum. Assim, o reclamante iria para casa desacreditado na “famosa” Defesa do Consumidor. E isto acontecendo, a imagem negativa de que – “O Procon (a defesa do consumidor) não funciona” – é “propagada enganosa”. Eu pessoalmente já ouvi estas palavras de alunos e também de pessoas próximas…
A hipótese de um consumidor desistir da reclamação por falta do endereço (e falhas similares) é inaceitável.
Senhores Juristas e Autoridades competentes, Cuidado !
O trabalho da conscientização e defesa dos cidadãos sobre seus direitos como consumidores, pode estar sendo jogado fora !




