Gradiente: um mau momento ou um triste fim?

por Ricardo Amorim em 9 abril 2008

Muitos consumidores, pelo país inteiro, têm se perguntado o que está acontecendo com a Gradiente, famosa fábrica nacional de eletrônicos. Quem se lembra da história da empresa, que desafiava os grandes fabricantes internacionais, chega a ficar até triste com fase ruim em que se encontra atualmente. Da precursora em vários segmentos, sempre a primeira a lançar isso ou aquilo, a Gradiente se tornou uma das fabricantes de eletrônicos mais reclamadas em todos os Procons.

Diversos produtos fabricados pela empresa têm apresentado problemas. Até aí, nada de mais. Vícios na qualidade (ou popularmente conhecido como “defeitos”) podem ocorrer em vários produtos, e não só nos eletrônicos. O grande problema, entretanto, não é o aparecimento do vício, não é o produto deixar de funcionar como deveria. O grandioso e tedioso problema é a demora da empresa em consertar o produto. E é exatamente isso o que a Gradiente tem feito. Faça uma busca com “gradiente” e “procon” e veja o resultado.

Enquanto o Código de Defesa do Consumidor, no brilhante e preciso artigo 18, manda que o conserto do produto com problemas ocorra em 30 dias, senão a empresa tem que trocar o produto ou devolver o dinheiro, a citada empresa simplesmente tem informado aos consumidores sua impossibilidade de cumprir a lei. Não conserta em 30 dias, não troca o produto e nem devolve o dinheiro.

Esse comportamento tem provocado a resposta enérgica de alguns Procons Estaduais, que, após instaurarem processos administrativos contra a empresa, proíbem a venda dos produtos da marca em seus Estados. Essa medida, a proibição da venda, está prevista no artigo 56 do Código de Defesa do Consumidor. Os Procons de Alagoas e de Goiás foram os primeiros. Porém, igual medida poderá ocorrer em outros Estados, onde, certamente, já há processos idênticos nos órgãos de defesa do consumidor.

Independentemente dos motivos dessa crise na empresa, não pode o consumidor simplesmente ficar no prejuízo. Pior ainda é continuar oferecendo seus produtos no mercado, como se nada estivesse acontecendo. Cabe à Gradiente se comportar como manda a lei, ou seja, com ou sem crise, o consumidor tem que ser respeitado.

Um comentário sobre “Gradiente: um mau momento ou um triste fim?”

  1. Sandra Greco disse:

    Emilio,
    Adorei o blog . Parabéns. É interessante e gostoso de ler. Valeu. Beijos, Sandra Greco

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