O “grátis” não é de graça
Na política, na economia e também no mercado de consumo, a máxima “não existe almoço grátis” revela uma verdade cruel e economicamente bem planejada. O celular é de graça, mas está condicionado a assinatura de um contrato com determinada operadora. As revistas somente são recebidas gratuitamente em “x” meses – depois é uma tremenda luta para cancelar o contrato. Os dvds e os relógios têm os seus custos inseridos no preço de outros produtos ou serviços. No final das contas, o consumidor, sem perceber, acaba pagando pelo “totalmente de graça”. Sempre!
Assim sendo, quando for tentado por uma oferta milagrosa, em que o altruísmo do anunciante parece existir, duvide. Duvide muito! Insista e preste atenção em todo conteúdo da publicidade. Leia as entrelinhas dela. Guarde os manteriais informativos. Imprima a página que está na internet. Essas são formas de, quando ficar evidente a farsa publicitária, poder fazer valer o Código de Defesa do Consumidor.
Certa vez, um amigo, todo feliz, me contou que tinha ganhado um celular porque comprara um computador. Só depois percebeu que, junto da papelada, tinha assinado um contrato pós pago com uma operadora. Deveria ficar dezoito meses com ela. Insatisfeito, tentou cancelar, mas não conseguiu. Teve que recorrer ao Juizado Especial. Coisas assim acontecem todos os dias, a toda hora.Nem a metade não paga da meia-entrada é de graça. Mas é assunto para outro artigo…




