Ponto-extra: o adicional é quase tão lucrativo quanto o principal

por Ricardo Amorim em 22 julho 2008

A maior operadora de TV paga do país, a NET Serviços de Comunicação, não mais comercializará o serviço de ponto-extra caso esse tenha que ser realmente gratuito. Foi o que afirmou o presidente da empresa, José Felix, ontem (segunda-feira, 21/08/2008), durante uma teleconferência. E disse mais: “Não instalamos pontos-extra de graça e nem vamos instalar, ele é oneroso, envolve custos como o set top box, a manutenção da rede e os softwares instalados”. E quando perguntado o que a empresa fará se a Anatel determinar que o ponto-extra seja gratuito, ele afirmou que não acredita que a agência tome tal decisão.

Essas declarações são a continuação da grande confusão criada pela Agência Nacional de Telecomunicações – Anatel, que criou regras mais enérgicas para a prestação de serviço de TV por assinatura, mas pecou feio ao tentar criar regras para o ponto-extra. Proibiu a cobrança do ponto extra, mas permitiu a cobrança da manutenção do ponto-extra. Uma maluquice sem tamanho! Com essas regras, o consumidor pode até fazer um ponto-extra por sua conta, mas deverá pagar uma taxa referente a manutenção desse ponto. Sinistro…

Porém, uma das coisas que muito chama atenção nessa polêmica é a clareza e a determinação com que as empresas afirmam que não há viabilidade econômica do ponto-extra gratuito. Então, ficam no ar as perguntas: o ponto extra é realmente oneroso, devendo, por isso, ser pago pelo consumidor, ou é realmente lucrativo, devendo, por isso, ser cobrado pela empresa?

Por enquanto, pelos elementos que já foram apresentados e pela falta de comprovação de que o ponto-extra têm custos, as respostas são “não” e “sim”.

Veja também: “Anatel trocou seis por meia dúzia” e “Norma confusa provoca suspensão da cobrança do ponto-extra“.

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